É uma grande ilusão pensar que somos apenas um corpo orgânico gerado pelo encontro de um espermatozóide e um óvulo. Somos muito mais do que este corpo.

Somos espíritos milenares e imortais, habitando temporariamente um corpo físico durante nossa permanência neste mundo material. O corpo físico não é a nossa essência, é apenas uma roupagem, uma casca que reveste o espírito.

A nossa essência é o espírito, com um patrimônio individual e único de experiências e conquistas morais e intelectuais ao longo de nossa existência milenar em inúmeras outras encarnações e em períodos vividos no mundo espiritual entre uma encarnação e outra. O nosso corpo atual é somente o instrumento provisório do espírito para esta passagem neste mundo material.

E o que são os espíritos? São os seres inteligentes criados por Deus e que povoam o Universo infinito.

Todos nós, os seres humanos, somos espíritos. Por isso, não é correto dizer “Eu tenho um espírito”. O correto é “Eu sou um espírito”. Entretanto, como forma livre de expressão, tornou-se hábito dizer-se que temos um espírito, e então falamos do “nosso espírito”, como se fosse algo que possuímos. Mas é conveniente ter em mente que, na realidade, não somos um corpo que tem um espírito, somos um espírito que tem um corpo.

O corpo físico, masculino ou feminino, branco ou negro ou amarelo, gordo ou magro, bonito ou feio, etc. é um veículo temporário que o espírito precisa “vestir”para conseguir atuar neste mundo material.

Os espíritos são imateriais, isto é, não são feitos de matéria, e não tem uma forma determinada que nossos sentidos físicos possam perceber.

É importante notar que estamos falando do espírito em si, desprovido de qualquer envoltório. Quando um médium vidente diz que vê um espírito, na verdade esta vendo um envoltório do espírito, o períspirito e não o espírito em si.

Nossa linguagem não tem termos exatos para definir a natureza e a forma dos espíritos. Um povo de cegos de nascença não teria palavras para exprimir a luz ou as cores. Da mesma maneira, no tocante à essência dos espíritos, somos como verdadeiros cegos, mas podemos usar a imaginação e fazer algumas comparações para facilitar a compreensão. Assim, podemos dizer que o espírito é uma chama, um clarão ou uma centelha etérea.

Texto de J. Dutra, Encontrando e Vivenciando o Sentido da Vida, 2016

José Dutra

Psicoterapeuta Reencarnacionista

Autor de livros:

  • Encontrando e Vivenciando o Sentido da Vida;
  • Espiritismo para Iniciantes e Iniciados;
  • Vivenciando a Reforma Intima.