A personalidade é o conjunto de características próprias de uma pessoa que determinam sua individualidade e a diferenciam das outras pessoas.

Segundo a psicologia e psiquiatria tradicionais, nossa personalidade é formada a partir do nascimento ou da concepção, como resultado das influências genéticas dos nossos pais e das experiências familiares, escolares e sociais que vivenciamos em nossa existência neste mundo, isto é, no período em que vivemos dentro do útero da nossa mãe e na vida após o nascimento.

Mas esta teoria tradicional tem alguns problemas. Em primeiro lugar, a genética dos pais influencia apenas na formação do corpo físico dos filhos, mas não nas suas qualidades intelectuais e morais, porque estas qualidades são características próprias do espírito, que já existia antes da concepção, com seu próprio histórico evolutivo de erros e acertos em sua existência milenar.

Como o espírito já existia antes da concepção, é evidente que nossa personalidade também já existia quando nascemos neste mundo.

A palavra congênito significa “que já nasceu com a pessoa”.

Portanto o termo “personalidade congênita” significa a personalidade com a qual nascemos.
A formação da personalidade é única para cada pessoa, porque cada uma tem sua própria história evolutiva em função do seu livre-arbítrio e conhecimentos, experiências, relacionamentos, escolhas certas, escolhas erradas, qualidades boas, qualidades ruins, imperfeições e virtudes.

Todas estas conquistas, boas e más, formam o nosso patrimônio espiritual, que determinam a nossa individualidade e que trazemos conosco quando encarnamos. A este patrimônio é que chamamos personalidade congênita.

Durante nossa existência nesta vida terrena, tanto na infância como na vida adulta e na velhice, podemos acrescentar ou modificar algumas características em nossa maneira de ser, seja pela educação dos pais, da escola, ou por influência do meio em que vivemos, de forma que a personalidade congênita que trouxemos conosco, com os possíveis  acréscimos ou modificações que fizemos nesta vida.  À medida em que a vida segue em frente, nós, como espíritos que somos, vamos desenvolvendo nossa personalidade e levando-a conosco pela imortalidade.

Resumindo, nossa personalidade não é herdada dos nossos pais. Ela é herdada de nós mesmos, que a desenvolvemos tanto na infância como no decorrer da vida.

A personalidade congênita, em seus aspectos positivos, revela nossas conquistas que devemos continuar cultivando. E em seus aspectos negativos, revela o que precisamos curar em nós, e aí está a proposta de reforma íntima.

Toshihiro Asamura

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