COMO O INDIVÍDUO PRATICA A ESPIRITUALIDADE

Uma vida mais interiorizada, meditativa e, portanto, criativa, se torna impossível em rotinas tão atribuladas que reforçam o pensar e o fazer em detrimento do ser. Entretanto, ao se relaxar e voltar-se para dentro de si, as possibilidades quânticas se expandem como ondas. Nossas escolhas, portanto, se expandem e, por tabela, nossa capacidade de ser.

O potencial ilimitado da Consciência, força transcendente responsável por existências mais criativas e elevadas em termos individuais e coletivos, pode nos levar a criar a nossa própria realidade. A Consciência é anterior ao cérebro e, portanto, influencia seu funcionamento. Isso nos leva à constatação de que a Consciência faz escolhas a partir dela mesma, ou seja, ela converte possibilidades em eventos reais.

Porém nós não nos conectamos a ela de forma permanente. É algo descontínuo, que necessita de transições: do fazer ao ser, do ser ao fazer, e assim por diante. Por isso, a criatividade nos escapa tão facilmente. Para que ela brote, precisamos sair do âmbito do fazer para o do ser, relaxando e voltando a atenção para o mundo interior.

A meditação, por exemplo, desacelera a mente submetida ao fazer, se assim a permitirmos; pois de forma acelerada em que sempre se encontra, a mente acabará pulando de uma tarefa para outra, sem parar. A desaceleração da mente é a chave para a criatividade.

Esse é um aspecto fundamental de várias tradições espirituais. Espiritualidade envolve criatividade e a criatividade demanda uma mente serena.

Para tanto, nossa mente precisa estar consciente e cultivar pensamentos positivos, além de expressar sentimentos amorosos nas relações com familiares, vizinhos e colegas. Outra importante fonte de realização é se ocupar de algo que realmente tenha um significado maior do que meramente ganhar dinheiro. Precisamos buscar trabalhos que nos tragam verdadeira satisfação.

Essas posturas fazem parte do que chamamos de Ativismo Quântico, cujo objetivo maior é encontrar os pensamentos e o modo de vida que estimulem a criatividade e a satisfação plena. Lembrando que somos muito suscetíveis à influência de emoções negativas e, se não estivermos despertos, escorregaremos nessa tendência inata.

Isso prova que os místicos estavam certos sobre a existência de duas realidades: uma ordinária e imanente, relacionada ao mundo material, e outra sensível e transcendente, associada à dimensão espiritual, mas ambas entrelaçadas.

 

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