A EVOLUÇÃO DO ESPÍRITO

 Algumas pessoas acham que os espíritos, pelo simples fato de serem espíritos, sabem tudo. É um engano. Todos somos espíritos, temporariamente encarnados na Terra ou em outros mundos e, quando morremos, voltamos ao mundo espiritual.

Mas ninguém se torna sábio só porque deixou o corpo físico. A morte não santifica ninguém e, como há pessoas de vários graus evolutivos, naturalmente ocorre o mesmo com os espíritos, que nada mais são do que nós mesmos sem a vestimenta corpórea.

A experiência nas comunicações com os espíritos comprova que há aqueles que demonstram elevado nível de moral, sabedoria e bondade, outros que se apresentam vulgares, ignorantes e maus, e outros em todas as faixas intermediárias. Isso é assim pelos seguintes motivos:

- Deus cria constantemente, e não de uma só vez. Deus já criou muitos espíritos, outros estão sendo criados e outros ainda serão criados. Portanto os espíritos têm idades diferentes, e os mais antigos tiveram, naturalmente, mais tempo para se desenvolver;
- Uns evoluem mais rápido, outros mais devagar, conforme sua vontade e seu maior ou menor esforço no trabalho evolutivo;
-Todos tem livre-arbítrio, o que lhes dá o poder de escolha, e uns escolhem o caminho do bem, outros do mal.

Portanto, há espíritos em todos os graus de saber e de ignorância, de bondade e de maldade.

As condições para evolução são exatamente as mesmas para todos os espíritos. Deus, infinitamente justo e bom, não privilegia ninguém. Cria todos os espíritos iguais, simples e ignorantes, isto e, no estado inicial, sem nenhum desenvolvimento e sem nenhum conhecimento. Dá a todos, o mesmo ponto de partida, as mesmas condições para desenvolvimento, e a mesma destinação: tornarem-se espíritos puros.

Por isso, se alguém tem esta ou aquela característica notável, é resultado do seu esforço e trabalho, e não porque é um escolhido de Deus. Da mesma forma, se alguém tem esta ou aquela característica negativa, é resultado das suas más escolhas, e não porque é um deserdado de Deus. Deus ama igualmente a todos os seus filhos.

Entretanto, os espíritos não progridem da mesma maneira, porque o progresso depende do livre-arbítrio de cada um. A meta final é a perfeição que podemos atingir, e todos chegaremos lá, porém por caminhos que dependem da vontade, esforço e escolhas de cada um. Cada um é o construtor do seu próprio futuro mais ou menos feliz, e esse é o significado das palavras de Jesus “a cada um segundo suas obras”.

Fomos criados simples e ignorantes, porém perfectíveis, ou seja todos temos o potencial para nos tornar perfeitos. Por isso Jesus ensinou que “deveis ser perfeitos como o novo Pai Celeste é perfeito”.

Não devemos, entretanto, entender esta perfeição a que podemos chegar como absoluta. Jesus ensinava de acordo com a capacidade de entendimento de seus ouvintes, e apenas apontou um modelo de perfeição que devemos ter em mente. Sendo Deus único e infinito em todas as suas perfeições, podemos concluir que somente a sua perfeição é absoluta e que, portanto, a perfeição do espírito puro e apenas relativa.

Assim sendo, quando aqui falamos da perfeição a que o espírito pode chegar, entenda-se a perfeição relativa de que é suscetível o espírito como criatura, ou seja, o grau de perfeição que nos cabe conquistar e que mais nos aproxima de Deus, mas não a perfeição absoluta.

Todos os espíritos devem evoluir. Logo, não há espíritos que ficarão sempre nas classes inferiores. A evolução é uma lei divina e todos se tornarão perfeitos, mas uns podem demorar mais do que outros.

Os espíritos não podem degenerar. Um espírito pode estacionar temporariamente na sua caminhada evolutiva, mas não regredir, porque jamais perde as virtudes e conhecimentos adquiridos.

Nenhum espírito foi criado bom ou mau. Deus cria todos os espíritos iguais, tão aptos para o bem quanto para o mal. Eles se tornam bons ou maus por sua própria vontade, em função de suas escolhas. Mas um dia os maus retornarão ao caminho do bem e se tornarão espíritos puros. Esta e a lei divina do progresso, a que todos nós estamos predestinados.

As vezes podemos nos perguntar por que Deus não criou os espíritos já perfeitos. Ora, porque Deus quer que consigamos a perfeição de que somos capazes pelo nosso próprio esforço.

Deus nos dá o livre-arbítrio para que possamos escolher nossos próprios caminhos e tenhamos o mérito pelo nosso progresso e a responsabilidade pelos nossos atos.

Se já tivéssemos sido criados perfeitos, não teríamos o merecimento para receber os benefícios desta perfeição.

José Dutra

Psicoterapeuta Reencarnacionista

Autor de livros:

  • Encontrando e Vivenciando o Sentido da Vida;
  • Espiritismo para Iniciantes e Iniciados;
  • Vivenciando a Reforma Intima.

Professor de Espiritismo, Evangelho e Educação Mediúnica
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