O eu inferior é a nossa parte ainda imperfeita, ainda não desenvolvida, que está ligada às nossas impurezas, aos nossos sentimentos negativos como raiva, impaciência, egoísmo, orgulho, preguiça, apego, preconceito, etc.

O eu superior é a centelha divina que Deus colocou dentro de todos nós. Ligados ao eu superior estão nossas virtudes nossos sentimentos superiores como amor, caridade, humildade, perdão, paciência, serenidade, desapego, etc.

Os dois eus, o superior e o inferior, enxergam a existência humana na Terra de pontos de vista diferentes, um sob o ponto de vista espiritual e o outro sob o ponto de vista material.

Às vezes o nosso eu inferior, no seu comodismo e imediatismo, argumenta que, enquanto estamos aqui no mundo material, devemos cuidar apenas da vida material, e deixar para cuidar do espírito quando voltarmos ao plano espiritual. Raciocínio errado. Estamos aqui justamente para cuidar da evolução do espírito. Uma encarnação é como um curso em uma escola. Temos que fazer as lições e aprender durante o curso e não depois que o curso termina.

O eu superior nos impulsiona ao progresso espiritual, objetivo maior da nossa existência. Sabe que é preciso cuidar da família, da profissão, da moradia, etc, mas sem jamais deixar de lado a parte espiritual.  Tem consciência de que somos espíritos em evolução e o corpo físico é o instrumento do espírito para atuação nesta grande escola chamada Terra, por isso sabe que é preciso cuidar do corpo e o espírito, é preciso cuidar de ambos, nem só de um, nem só de outro. O eu superior sabe que o objetivo da vida não á apenas sobreviver, mas buscar evolução.

O eu inferior tem a tendência de agir como chefe quando precisa que alguém faça algo, seja em casa com o marido, a esposa, os filhos ou irmãos, seja fora de casa com amigos ou desconhecidos, seja quando dirige uma equipe. O eu superior age como líder.

A autoridade do chefe foi delegada por alguém. A autoridade do líder é moral.

Jesus é o melhor exemplo de liderança. Sua autoridade é moral, sempre mostrou o caminho mas nunca exigiu que alguém o seguisse, e sempre deu o exemplo do que ensinou.

Como os dois eus são partes integrantes de nós, não há sentido em querer simplesmente acabar com o eu inferior, porque isso seria como matar uma parte de nós.  O que precisamos fazer é educá-lo, para que se aproxime cada vez mais do eu superior e ambos se tornem um, que será o nosso eu único.

Ter consciência  do eu inferior é reconhecer o ponto evolutivo em que estamos, é reconhecer as impurezas que ainda temos, mas sem nos acomodar a elas.

Quando ouvimos o eu  inferior, nos deixamos levar pelas paixões e prazeres terrenos ilusórios, atrapalhando nosso progresso e nos expondo aos espinhos da dor que cedo ou tarde nos despertarão para a mudança de conduta.

Quando ouvimos o eu superior, consideramos o Universo como um todo, em seus dois aspectos, espírito e matéria. Damos prioridade às coisas espirituais, mas sem descuidar das materiais. Sempre avaliamos se nossas escolhas trazem iluminação e evolução espiritual, e a vida torna-se cada vez melhor, porque caminhamos seguramente para o estado de angelitude e felicidade plena dos espíritos puros.

(Do livro Encontrando e Vivenciando o Sentido da Vida, 2016, de José Dutra).

José Dutra

Psicoterapeuta Reencarnacionista

Autor de livros:

  • Encontrando e Vivenciando o Sentido da Vida;
  • Espiritismo para Iniciantes e Iniciados;
  • Vivenciando a Reforma Intima.

Professor de Espiritismo, Evangelho e Educação Mediúnica
e-mail:  [email protected]

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